HISTÓRIA

FUNDAÇÃO DO CLUBE

Herói da Guerra do Paraguai foi o mentor da criação do Tijuca. O Tijuca Tênis Clube foi fundado no dia 11 de junho de 1915. A ata de criação da agremiação foi assinada na casa do Coronel Joaquim Ferreira da Cunha Barboza, na Rua do Uruguay, 391. Nascia assim o Tijuca Lawn Tennis Club, mais tarde denominado Tijuca Tennis Clube, mais recentemente, Tijuca Tênis Clube. O primeiro presidente foi Américo Pinho Leonardo Pereira – 1915/16. Em sua gestão foram elaborados e aprovados os primeiros estatutos pela primeira diretoria eleita, e oficializada a fundação do clube. Também foram escolhidas as cores vermelho e branco como oficiais, e aprovado o desenho do escudo, de autoria de J.J. Trinas. Foi ainda em sua administração que se criou a comissão para a escolha do local destinado à sede, instalando-se o clube no imóvel arrendado de João Teixeira Mendes, que concordou em ceder parte do terreno para a construção de uma quadra de tênis. O endereço era o atual: Rua Conde de Bonfim, nº 451. De 1915 até agora o Tijuca teve vinte presidentes.

Depoimento de Álvaro Vieira Lima, o sócio nº 1

O amor aos esportes e as reuniões sociais que ligavam três amigos, em 1910, foram os pontos que deram origem ao Tijuca Tênis Clube, fundado em 1915 graças aos idealismo desses jovens. Através do depoimento de um deles, Álvaro Vieira Lima, considerado o sócio nº1, visualizamos como se deu a luta por um clube de tênis, em nossa região:

– Quando eu e meu irmão Carlos ainda éramos estudantes, possuíamos algumas raquetes e outros apetrechos de tênis, que nossa mãe nos dera durante viagem que havíamos feito à Europa. Praticávamos tal esporte nas horas de folga e aos sábados à tarde. O nosso campo era um terreno que existia nos fundos da casa onde morávamos, na Rua Conde de Bonfim, 446.

Patrono do Tênis

No 85 aniversário do Tijuca Tênis Clube, no ano 2000, foi feita uma homenagem muito especial a um homem que muito contribuiu para a grandeza da agremiação. Proposta aprovada por aclamação, pelo Conselho Deliberativo, foi outorgado o título único de Grande Benemérito e Patrono do Tênis a Mário Cardoso Pires. Ex-presidente do Tijuca e ex-presidente do Conselho Deliberativo, Mário Cardoso Pires foi um atleta que trouxe inúmeras vitórias para o tênis tijucano e dirigente com uma folha de serviços digna de nota, o notável médico acumulou títulos, ao longo dos anos: de Emérito Atleta, Benemérito, Grande Benemérito e Patrono do Tênis, para coroar uma vida dedicada ao Tijuca Tênis Clube.

História de um fundo de quintal  (como o presidente Juscelino Kubitscheck ajudou o Tijuca)

Na década de 50 o parque infantil do Tijuca fazia divisa com um fundo de quintas, pertencente ao então Centro de Saúde da Tijuca, na Rua Desembargador Isidro. Nessa área estava prevista a abertura da então chamada Av. Heitor Beltrão. O tempo foi passando, a avenida foi iniciada e chegou à Rua São Francisco Xavier. Mais tarde, no entanto, o projeto desse logradouro foi revogado. Com a construção do novo centro de saúde no local onde funciona na atualidade, um pouco acima da Rua Henry Ford, o antigo prédio ficou abandonado e depredado, até que chegou ao conhecimento da direção do clube que o terreno estava à venda.

Ary Barroso venceu, com a “Canção em tom maior”, cantada por Ted Moreno, o concurso para a escolha da mais linda canção de amor, enquadrado no Festival do Rio e que teve seu ponto culminante na festa realizada no ginásio do Tijuca Tênis Clube. A canção classificada em segundo lugar foi “Ternura antiga”, de Ribamar e Dolores Duran, interpretada por Luciene Franco, e a colocada em terceiro, “O céu virá depois”, de Sérgio Malta, defendida por Jorge Goulart.